Paraná

Entra em vigor nos portos do Paraná novo plano de contingência para eventos de saúde


Entrou em vigor nesta terça-feira (03) o novo Plano de Contingência para Eventos de Saúde Pública (PCESP) da Portos do Paraná. O documento foi apresentada à comunidade portuária, a agentes marítimos e a autoridades durante um workshop conduzido por profissionais da Autoridade Portuária e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na sexta-feira (30/10), na sede do Sest/Senat de Paranaguá. 

O documento estabelece protocolos para reduzir o risco de entrada e disseminação de doenças no Brasil por meio de viajantes e mercadorias, contribuindo para a proteção da saúde pública e da segurança sanitária do país. Procedimentos semelhantes foram utilizados durante a pandemia da Covid-19, entre 2020 e 2022, e poderão ser aplicados, por exemplo, em casos suspeitos de ebola, mpox ou outras doenças com alto potencial de disseminação.

A elaboração do novo plano foi motivada por uma mudança nas normas da Anvisa. Com a publicação da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 932/2024, em 10 de outubro de 2024, a implementação e a manutenção de planos de contingência passaram a ser obrigatórias para as administrações de portos e aeroportos.

“Antes era uma atribuição que ficava unicamente a cargo da Anvisa. Agora é uma responsabilidade que foi repassada aos portos, mas que fica sob supervisão, colaboração e auxílio, e também cobrança e fiscalização por parte da Anvisa”, explica Roberto Busato Filho, chefe do Posto da Anvisa (PVPAF) em Paranaguá.

REVISÃO INTEGRAL – A Portos do Paraná mantém um plano de emergência para crises sanitárias há mais de 10 anos. Com a nova diretriz da Anvisa, porém, a empresa optou por revisar integralmente o documento. “Mudamos todos os fluxos de atendimento, tornando-os mais simples de entender, mais lógicos, em um formato que todos entendam o que fazer em cada momento do atendimento. Revisamos as diretrizes e os métodos, para ter um plano novo, robusto e melhor aplicável à realidade que a gente vive”, detalha Felipe Zacharias, colaborador da Portos do Paraná e coordenador do Comitê de Contingência para Eventos de Saúde Pública (CCESP).

IMPLANTAÇÃO – Antes do workshop, a Portos do Paraná também realizou uma reunião técnica com representantes dos serviços de saúde municipal e estadual, incluindo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Hospital Regional, referência no atendimento hospitalar em Paranaguá. Concluídas as etapas previstas no cronograma de implantação, o documento foi disponibilizado no site da Portos do Paraná.

Uma das principais mudanças do novo plano é a adoção da abordagem sindrômica para avaliar casos suspeitos. Em vez de considerar inicialmente uma doença específica, a equipe analisará os sintomas apresentados pelos tripulantes para definir os procedimentos de atendimento.

“Caso o comandante notifique que algum tripulante tenha sintomas, já fazemos o enquadramento com base no nosso plano. Com a abordagem sindrômica, será feita a análise dos sintomas e então se estabelece uma metodologia de atendimento. A identificação do tipo da doença só ocorrerá quando o tripulante estiver no hospital”, explica Zacharias.

Representantes das empresas da comunidade portuária avaliaram positivamente o workshop, que contribuiu para prepará-los para a implantação do plano. Nelson Nunes da Conceição, técnico em segurança do trabalho pleno do Terminal ALTP (Amaggi & LDC Terminais Portuários de Paranaguá), considerou a iniciativa importante para compreender melhor o fluxograma e os procedimentos a serem adotados em situações de emergência.

“O plano é essencial para a comunidade portuária, para o atendimento rápido em situações de emergências, principalmente no caso de epidemias. Agora vamos baixar o conteúdo, levar esse material para nossa enfermeira do trabalho e ser multiplicadores para todos os colaboradores da nossa empresa”, destaca Nunes.

SIMULADO – Para avaliar a eficácia do novo plano e identificar possíveis melhorias, a Portos do Paraná realizará um simulado no início de dezembro. A atividade também atende determinação da Anvisa de que os planos sejam testados e constantemente atualizados.

“Como a atividade portuária é dinâmica e as doenças são dinâmicas, a Anvisa determina que o plano precisará ser anualmente testado, para analisar se ele está sendo eficaz o suficiente para responder a eventuais crises sanitárias. Já está previsto o simulado, que vai testar a nossa capacidade de resposta a um caso fictício de emergência em saúde pública”, conclui Busato, chefe do Posto da Anvisa em Paranaguá.

O novo Plano de Contingência para Eventos de Saúde Pública (PCESP) pode ser acessado no site da Portos do Paraná.

Agência de Notícias do Paraná

Agência Estadual de Notícias do Estado Paraná

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