Lei das PPP, modificada pelo Congresso, busca atrair maiores investimentos e gerar novos empregos

Assunção, Agência IP.- O plenário da Câmara dos Deputados, reunido em sessão extraordinária, aprovou o projeto de lei “Sobre a modernização do regime de promoção do investimento em infraestruturas públicas e da expansão e melhoria dos bens e serviços prestados pelo Estado”.
A iniciativa tem como objetivo atrair maiores investimentos para o país e gerar novos empregos, segundo a exposição de motivos.
O projeto propõe ainda a revogação da atual Lei nº 5.102/2013 “Da promoção do investimento em infraestrutura pública e da expansão e melhoria dos bens e serviços prestados pelo Estado”, mais conhecida como Lei das Parcerias Público-Privadas (APP) .
Entre as principais alterações a introduzir neste regulamento, a participação do Estado é ampliada em 25% nas Parcerias Público-Privadas, para que tenha maior influência nos projectos conjuntos, segundo o documento.
Para o estudo em plenário, os legisladores utilizaram como base o parecer da Comissão de Assuntos Económicos e Financeiros, que aconselhou a aprovação do documento na versão Senado.
Na qualidade de porta-voz da referida comissão, o deputado Néstor Castellano destacou que a proposta responde à necessidade urgente de modernizar o quadro jurídico e regulamentar da contratação público-privada, adaptando-os aos desafios atuais e futuros.
“Com a sua aplicação podem ser escolhidas novas modalidades e atualizado o quadro legal relativo ao investimento público, implementando alternativas de financiamento inovadoras que procuram atrair e potenciar o investimento no país”, explicou o deputado.
Acrescentou que, com esta lei, a Procuradoria-Geral da República é incluída nos mecanismos destinados a supervisionar e controlar a correcta execução de cada um dos projectos, através de auditorias e controlos.
“Outro ponto a destacar é a supressão de uma percentagem dos recursos do Fonacida que eram destinados a projetos de participação público-privada, uma vez que a lei do Fonacida foi revogada pela lei Fome Zero”, indicou o legislador.
Por sua vez, a deputada Rocío Abed apoiou a iniciativa apontando que ela responde à necessidade de ajuste da regulamentação em vigor.
“Essa lei que vamos revogar hoje foi apresentada como um dos primeiros projetos econômicos a beneficiar o país e trouxe grandes benefícios para a República do Paraguai. Mas neste processo legislativo dinâmico, já em 2016, sofreu modificações; e, da mesma forma, o Decreto Regulamentador deste projeto, no ano passado, também sofreu alterações”, lembrou.
Na mesma linha, o deputado Rodrigo Gamarra considerou “oportuno” o tratamento deste projeto de lei, “para atualizar” a regulamentação atual, “porque o Ministério da Economia é uma entidade nova, e a lei da Aliança Público-Privada foi criada com o Ministério das Finanças”, disse ele.
Por sua vez, o deputado Raúl Benítez manifestou-se contra a iniciativa, pelo que solicitou o adiamento do seu estudo, mas o pedido não teve êxito.
Por fim, o documento foi sancionado e segue para apreciação do Poder Executivo para sua promulgação ou veto.



