Intercâmbio comercial entre Paraguai e Brasil com melhor resultado em dez anos

Assunção, Agência IP.- O ano de 2024 fechou com aumento de 9,8% no comércio entre Paraguai e Brasil. O valor de US$ 7.271 milhões representa o melhor resultado dos últimos 10 anos.
A Câmara de Comércio Paraguai-Brasil comemorou esses números e a tendência positiva dos últimos anos, com exceção do período da pandemia de covid-19.
Exportações e importações
As exportações paraguaias para o Brasil fecharam em US$ 3.518 milhões, um aumento de 19% em relação a 2023.
Os principais produtos exportados foram: energia elétrica (USD 1.030 mil milhões) com uma variação negativa de 2,6% face a 2023; arroz (USD 330 milhões) com uma variação de 8,6%, soja (USD 319 milhões) com crescimento de 304%, milho (USD 526 milhões) com variação de 1,8%; equipamento de distribuição elétrica (fios e condutores elétricos) por US$ 275 milhões, representando um aumento de 22%; e carne (USD 250 milhões) com uma redução de 4,3%.
Quanto às importações provenientes do Brasil, totalizaram 3.753 mil milhões de dólares, representando um aumento de 2,3% face ao ano anterior.
Os principais produtos importados pelo Paraguai foram: fertilizantes e fertilizantes (USD 185 milhões) com crescimento de 5,9%, produtos para a indústria de transformação (USD 176 milhões) com uma ligeira variação de 0,8%, máquinas agrícolas (USD 150 milhões) com um decréscimo de -34%; bebidas alcoólicas (USD 142 milhões) com crescimento de 33,2%, e automóveis (USD 132 milhões) com crescimento de 10,5%.
regime maquila
Segundo dados do Banco Central do Paraguai (BCP), as exportações de produtos manufaturados, especialmente sob o regime maquila, voltaram a apresentar dinamismo positivo de 10,4%. Entre os principais produtos destacam-se: fios e cabos elétricos para veículos automotores (1ª posição), vestuário e outros artigos têxteis (2ª posição), álcool etílico (3ª), alumínio e seus produtos (4ª), fios, tecidos, tecidos e tapetes (5a.).
Relativamente às exportações, 2024 fechou com 1.124,4 milhões de dólares, constituindo um recorde histórico para este sector desde o início do regime. O Brasil consolidou-se como o mercado mais importante, com participação de 62,7%.



