Programa do Estado para acolhimento a dependentes químicos já tem adesão de 262 municípios

O Programa Paraná + Vida, iniciativa do Governo do Estado voltada ao atendimento de pessoas em situação de uso prejudicial de álcool e outras drogas, já contabiliza 158 atendimentos. Atualmente, 100 pessoas permanecem acolhidas nas unidades credenciadas. Executado pela Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), o programa teve início em dezembro do ano passado. Desde então, a iniciativa vem ampliando sua atuação em todo o território paranaense, com adesão de 262 municípios. O número ainda pode crescer, já que novas solicitações continuam abertas.
Desenvolvido em parceria com instituições e entidades privadas sem fins lucrativos, o Paraná + Vida tem como objetivo oferecer acolhimento humanizado e oportunidades reais de recomeço para pessoas em situação de vulnerabilidade. Atualmente, o programa conta com 22 entidades com contrato vigente, sendo que outras oito já estão homologadas e em fase avançada de contratação. O edital de credenciamento segue aberto até julho de 2026.
Com investimento anual de R$ 10 milhões, a iniciativa prevê a oferta de 480 vagas de acolhimento temporário, integrando ações das áreas da Saúde, Assistência Social e Segurança Pública. Os recursos são destinados ao custeio das vagas, expansão de serviços, capacitação de profissionais e fortalecimento de vínculos familiares e comunitários.
A secretária em exercício do Desenvolvimento Social e Família, Luiza Simonelli, destaca a importância do programa para o fortalecimento das políticas públicas no Estado. “O Paraná está dando um passo concreto e estruturado no fortalecimento da política pública sobre drogas. Com esse investimento, ampliamos a oferta de vagas, garantimos atendimento humanizado e integrado e oferecemos uma oportunidade real de recomeço para pessoas em situação de vulnerabilidade. Nosso compromisso é promover dignidade, cuidado e a reconstrução de vínculos familiares e sociais em todo Estado”.
O acesso ao programa é destinado a pessoas maiores de 18 anos que manifestem interesse voluntário no acolhimento. O encaminhamento é realizado pelas redes de Saúde, Assistência Social e Política Sobre Drogas, mediante formulário de solicitação de vaga e avaliação médica. O monitoramento das ações é feito de forma integrada por uma comissão composta por diferentes secretarias estaduais, garantindo a articulação das políticas públicas e a efetividade do atendimento em todo o Paraná.
AMPLIAÇÃO – O Recanto Parque Iguaçu, comunidade terapêutica de Medianeira voltada ao acolhimento de pessoas em situação de dependência química, tem ampliado sua atuação por meio da parceria inédita com o Governo do Estado. Para a assistente social da instituição, Gilene Rohden, o impacto é amplo e coletivo.
“A parceria entre a Sedef, as prefeituras e as comunidades terapêuticas cria uma rede de proteção que salva vidas e fortalece as cidades. Esse trabalho conjunto garante que as pessoas em uso de substâncias tenham acesso ao tratamento gratuito, digno e de qualidade, algo que antes era só para quem podia pagar”, destaca.
A coordenadora da instituição, Leidi Crestani, ressalta o caráter histórico da iniciativa. “Falamos dessa parceria com muita satisfação, pois é a primeira vez na história que conseguimos firmar uma parceria entre Estado e instituição. É uma honra viabilizar um atendimento digno a uma população tão marginalizada”, explica.
Já o Centro de Recuperação Vida Nova (Cervin), localizado no município de Cambé, atua no acolhimento e acompanhamento de pessoas em processo de recuperação, oferecendo suporte físico, emocional, social e espiritual. Com a parceria firmada com o Governo do Paraná, a instituição conseguiu ampliar e estruturar ainda mais suas atividades, incluindo acompanhamento diário, oficinas terapêuticas, atividades em grupo e ações de fortalecimento de vínculos.
A coordenadora, Hocilene Lucena, destaca a importância desse apoio para a continuidade e expansão do trabalho. “Somos gratos por esta parceria que traz esperança e ajuda a ampliar o nosso trabalho, dando novas perspectivas de vida às pessoas acolhidas”, relata.



