Paraná sedia oficina da Rede Nacional de Dados em Saúde com foco em comunicação

A Secretaria da Saúde (Sesa-PR) iniciou nesta terça-feira (12), em Curitiba, a quinta etapa da oficina do Projeto de Federalização da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). O encontro, que segue até quinta (14), reúne cerca de 120 gestores e técnicos de diversos estados para debater o domínio de Informação e Comunicação, reforçando o protagonismo paranaense na transformação digital do SUS.
Esta etapa tem como objetivo transformar a tecnologia em ferramenta prática de gestão. O foco é mobilizar e qualificar as equipes para o uso estratégico dos dados, indo além da simples coleta de informações para a criação de inteligência em saúde, monitoramento e avaliação de políticas públicas e construção de painéis dinâmicos que apoiam a tomada de decisão.
A proposta é que os estados desenvolvam autonomia para transformar dados da rede em conhecimento que qualifique o cuidado e a formulação de políticas públicas locais, consolidando a RNDS como a principal plataforma de interoperabilidade do País.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destacou que o Paraná aderiu à rede de forma efetiva desde o primeiro momento, mobilizando equipes desde a atenção primária até a especializada.
“Sediarmos este evento nacional nos enche de orgulho e reafirma o compromisso do Paraná com a construção de um SUS mais humano, inteligente e digital. A interoperabilidade é o caminho mais rápido e transparente para que os gestores federais, estaduais e municipais tenham dados objetivos para tomadas de decisão mais assertivas e céleres”, afirmou.
Neves também ressaltou a importância da união entre os órgãos para o sucesso da iniciativa. “A RNDS reafirma a vocação tripartite do nosso sistema de saúde. É fundamental contar com a presença de todos os parceiros, pois o SUS é construído de forma conjunta”, completou.
A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, enfatizou que o sucesso da implementação da RNDS se deve à mobilização das equipes e ao foco no cidadão. “Estamos mobilizados de forma muito efetiva, unindo as equipes de diversas áreas da saúde, pois entendemos que a saúde digital é um caminho sem volta”, afirmou.
Ela ressaltou, ainda, que este domínio específico é fundamental para transformar os dados em informação e disseminá-los de forma a dar maior capilaridade. “Precisamos que os dados reflitam em cuidado real lá na ponta, na unidade de saúde. Esta oficina foca justamente em traduzir esse volume de informações para que o gestor tome decisões assertivas e a população sinta os benefícios de uma saúde mais integrada”, destacou.
O coordenador de Comunicação do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Marcus Vinícius Carvalho, disse que um dos maiores obstáculos para a consolidação da rede é a complexidade técnica e a fragmentação histórica dos sistemas. “O papel do comunicador nesta etapa é essencial para traduzir essa complexidade. Não existe política pública eficaz sem sistemas que funcionem e uma comunicação que faça o profissional e o cidadão entenderem o benefício prático dessa transformação”, explicou.
Participando de forma virtual, a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (Seidigi), Ana Estela Haddad, enfatizou que a comunicação é parte estruturante da transformação digital. “Estamos trabalhando na capacidade analítica de forma colaborativa e coletiva para fortalecer o SUS. A comunicação qualifica o entendimento de todos os atores e é estratégica para aproximar informação, gestão e população nesse processo de construção interfederativo”, afirmou a secretária.
HISTÓRICO – O encontro em Curitiba dá continuidade a um cronograma nacional de modernização tecnológica. O Paraná já participou de oficinas anteriores que abordaram os domínios institucional, governança, informação, informática e a própria federalização de dados. Além das etapas nacionais, o Estado também realizou oficinas locais próprias para garantir a representação das diversas áreas da saúde na implementação da RNDS.
PROGRAMAÇÃO – O primeiro dia da oficina conta com apresentações sobre instrumentos de monitoramento, avaliação e o uso de inteligência de dados a partir da base nacional do Ministério da Saúde. A programação segue nesta quarta (13) e quinta-feira (14) com trabalhos em grupo focados no conceito de “Tradutores da RNDS” e na construção de painéis de indicadores, garantindo que os avanços tecnológicos resultem em melhorias diretas na rede de saúde pública.



