Projeto de divulgação científica conecta Amazônia e Mata Atlântica e leva educação climática para dentro das casas brasileiras

Iniciativa da Itaipu Binacional, Itaipu Parquetec e INPE une estudantes e famílias do Paraná e do Pará em ações de monitoramento climático, educação ambiental e divulgação científica
Em meio aos debates globais sobre mudanças climáticas, um projeto brasileiro tem aproximado ciência, educação e comunidade de forma prática e acessível. Desenvolvido pela Itaipu Binacional, Itaipu Parquetec e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o projeto “Ciência do Clima Lá em Casa” conectou estudantes, professores e famílias de Foz do Iguaçu (PR) e Belém (PA) em atividades voltadas à educação climática e à conscientização ambiental.
A iniciativa integra o Convênio Educação Ambiental, Ciência e Sustentabilidade III e aposta na divulgação científica como ferramenta para aproximar temas complexos, como clima, biodiversidade e monitoramento ambiental, da realidade das comunidades escolares.
Ao longo do projeto, cerca de 300 estudantes e 10 professores bolsistas participaram de atividades práticas e formativas envolvendo monitoramento climático, produção audiovisual, gamificação e intercâmbio científico entre as duas cidades.
Entre as entregas da iniciativa está a implantação de estações meteorológicas digitais em 10 escolas públicas, além do desenvolvimento de um site e de um aplicativo para acompanhamento de dados climáticos em tempo real. As ações também incluíram formações conduzidas por pesquisadores do INPE e da Universidade de São Paulo (USP), fortalecendo a conexão entre ciência, educação pública e tecnologia.
Outro destaque foi a criação de uma rede colaborativa de observação climática, com pluviômetros instalados nas residências dos estudantes. A proposta levou o monitoramento das chuvas para dentro das casas e incentivou a participação das famílias nas atividades do projeto.
Com foco em metodologias inovadoras de ensino, os estudantes também participaram da trilha gamificada “A Jornada do Agente do Clima”, que propôs desafios relacionados à sustentabilidade e à ciência do clima. Entre as atividades estavam a construção de pluviômetros com materiais recicláveis, a produção de boletins meteorológicos em vídeo, a criação de podcasts e o registro diário de dados ambientais.
Além do impacto educacional, o projeto promoveu a troca de experiências entre diferentes territórios brasileiros, aproximando a Amazônia e a região trinacional de Foz do Iguaçu em torno de um debate comum sobre sustentabilidade e mudanças climáticas. Os estudantes com melhor desempenho participarão de um intercâmbio científico entre as duas cidades.
O projeto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas, especialmente aos relacionados à educação de qualidade, ação climática, água potável e saneamento, vida terrestre e fortalecimento de parcerias.
Minidocumentário reúne relatos de estudantes e pesquisadores
Como parte das ações do projeto, está previsto para o dia 18 de maio o lançamento do minidocumentário “Ciência do Clima Lá em Casa”. A produção reúne relatos de estudantes, professores e pesquisadores envolvidos na iniciativa e apresenta experiências vividas ao longo das atividades desenvolvidas em Foz do Iguaçu e Belém.
O filme será divulgado durante a Semana do Dia Internacional da Biodiversidade, nas plataformas digitais das instituições parceiras e no endereço www.desafioitaipu.com.
A proposta do documentário é mostrar como a divulgação científica pode contribuir para ampliar o entendimento da população sobre os impactos das mudanças climáticas e incentivar mudanças de comportamento a partir da educação e da participação comunitária.



