Turismo no Paraná cresce 3,4% e fecha 2025 com estoque de 148 mil empregos

O mercado de trabalho formal no setor de turismo do Paraná encerrou o ano de 2025 com saldo positivo e crescimento superior à média nacional. De acordo com os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgados nesta semana pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o estoque de empregos no setor saltou de 143.660 para 148.521 postos de trabalho, um aumento de 3,4%. Atualmente, as atividades turísticas respondem por 4% de todo o mercado de trabalho formal paranaense.
O avanço do turismo acompanhou exatamente o ritmo de crescimento geral da economia do Estado, que também registrou alta de 3,4% no número total de trabalhadores formais no período. O desempenho ficou acima do registrado no Brasil, onde o crescimento no setor foi de 3,0%, passando de 2.261.070 para 2.329.143 empregos.
Para o secretário de Estado do Turismo, Luciano Bartolomeu, os números refletem a consolidação do Paraná como um destino que combina profissionalismo e acolhimento.
“Esse crescimento mostra que o setor produtivo está confiante e investindo. No Paraná, trabalhamos com a premissa de que o turista é um convidado e, por isso, ele encontra aqui serviços de alta qualidade com uma excelente relação custo-benefício. O aumento nas contratações é reflexo direto dessa hospitalidade profissional, que faz com que o visitante se sinta respeitado”, afirma.
O segmento de Serviços de Alimentação (gastronomia) consolidou-se como o maior motor empregador do turismo no Estado, respondendo por 63,5% do estoque total, com 94.356 postos de trabalho. Em seguida, aparecem os setores de Alojamento (14,9%), com 22.161 empregos, e o Transporte Rodoviário (9,7%), com 14.378.
Bartolomeu destaca que a força da gastronomia e da hotelaria paranaense é um diferencial competitivo do Estado. “Nossos estabelecimentos oferecem experiências de nível internacional, com gestão eficiente e preços justos. Esse equilíbrio atrai tanto o turista quanto o investidor, gerando emprego e renda em todas as regiões”, acrescenta.
METODOLOGIA – Os dados utilizados pela Secretaria de Estado do Turismo têm como base a metodologia desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para identificação das chamadas Atividades Características do Turismo, que reúne segmentos econômicos diretamente relacionados à cadeia turística a partir da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) da Rais.
A metodologia considera grupamentos econômicos cuja demanda é fortemente associada ao fluxo de visitantes e às atividades de lazer, negócios e eventos. Entre eles estão os serviços de alimentação, que incluem restaurantes, bares, lanchonetes, cafeterias e serviços de catering; os meios de hospedagem, como hotéis, pousadas, resorts e hostels; além de atividades de transporte turístico e de passageiros, incluindo transporte rodoviário, aéreo e aquaviário.
Também integram a classificação atividades ligadas ao agenciamento e operação turística, como agências de viagens, operadoras de turismo e serviços de reservas; locação de veículos; organização de eventos; parques temáticos; atividades culturais; recreação e entretenimento; além de serviços vinculados ao patrimônio histórico e natural. O modelo é utilizado nacionalmente para mensurar o impacto econômico e a geração de empregos relacionados ao turismo formal.



