Paraná

500 pessoas prestigiam lançamento do livro de 40 anos da Orquestra Sinfônica do Paraná


Mais de 500 pessoas participaram do lançamento do livro “Orquestra Sinfônica do Paraná 40 Anos”, no Centro Cultural Teatro Guaíra, na noite desta segunda-feira(13), encerrando as comemorações de quatro décadas de trajetória da orquestra paranaense.

O livro é resultado de um trabalho colaborativo realizado ao longo de um ano, que reuniu a edição, pesquisa e entrevistas de Alvaro Collaço; pesquisa, entrevistas e texto final da jornalista e escritora Joanita Ramos, com projeto gráfico de Adalberto Camargo e revisão de Luciana Clausen.

“Foi uma noite de muita comemoração, encerrando um ciclo de celebração dos 40 anos com chave de ouro”, comentou a secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira.

“É o congraçamento, a grande cereja do bolo, realmente coroou as comemorações dos 40 anos”, reiterou também o maestro titular e diretor musical da OSP, Roberto Tibiriçá.

Foram produzidos 2 mil exemplares e distribuídos gratuitamente durante o lançamento. A noite foi marcada por reencontros, emoção e celebração. Autoridades, artistas, ex-integrantes da OSP, técnicos e admiradores da Orquestra lotaram o hall de entrada do Guairão para prestigiar o lançamento.

“Foi uma pesquisa muito bem elaborada, bem-feita, e que trouxe também entrevistas com vários maestros, músicos, muita pesquisa de imagem. É, sobretudo, um trabalho de resgate de memória de momentos importantes”, disse Cleverson Cavalheiro, diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra.

“Foram muitas entrevistas, muitas pesquisas, encontramos uma riqueza de materiais e o desafio foi de como poderíamos resumir toda essa história. Temos detalhes muitos pitorescos, entrevistas inéditas dos maestros, um trabalho de muito esforço mas que valeu a pena. O resultado é muito gratificante”, disse a escritora Joanita Ramos.

“O importante neste livro, ao meu entender, é a que a Orquestra Sinfônica do Paraná é principal marco musical da história do Estado em termos sinfônicos. Até então, não tinha uma grande referência. A orquestra surgiu em 1985, e se mantém, desde então, sempre ativa, com grande público, com grande sucesso, e isso é o resultado de um sonho coletivo que envolveu muita gente, do esforço do Governo do Paraná, do Teatro Guaíra, de músicos e de técnicos. O livro vem para mostrar que a Orquestra é resultado de um trabalho coletivo”, explicou Alvaro Collaço.

A violinista Eleni Bettes, uma das idealizadoras da Orquestra Sinfônica do Paraná, estava emocionada. “A criação da Orquestra foi o ápice da minha carreira, é meu maior orgulho, junto com meus filhos. Para mim, ter agora este registro é a glória, e digo que esse livro é meu neto agora”, disse.

A contrabaixista Mayra Pedrosa é ex-integrante da OSP e mora há 18 anos na Itália participando de diversas orquestras na Europa. Atualmente trabalha junto com a Accademia Nazionale di Santa Cecilia. Ela atuou durante dez anos na Orquestra Sinfônica do Paraná e se emocionou com o momento.

“Eu tinha que vir para Curitiba, soube do evento e não poderia perder de forma alguma. Me emocionei, chorei muito. A OSP fez parte da minha vida, eu entrei na orquestra quando tinha 19 anos, foi a minha orquestra também. A Orquestra é certamente um orgulho para todos nós e um patrimônio cultural do Estado”, disse.

PRÓXIMO EVENTO DA OSP – Além do lançamento do livro sobre a trajetória da OSP, mais um evento imperdível da Orquestra Sinfônica do Paraná está agendado para esta semana: o primeiro concerto da Série Ouro de 2026, com o “Festival Gershwin!”, uma homenagem ao legado de George Gershwin (1898–1937), um dos grandes nomes da música norte-americana do século XX.

As apresentações acontecem nos dias 16 e 19 de abril, às 20h30 e às 10h30, respectivamente. Os ingressos estão disponíveis no site DiskIngressos e também na bilheteria do Centro Cultural Teatro Guaíra.

SOBRE A OSP – Criada em 1985, a Orquestra Sinfônica do Paraná chegou a quatro décadas de existência em 2025. Ela surgiu por iniciativa de uma equipe composta por profissionais como Eleni Bettes, Ivo Lessa e Tatiana Aben-Athar, com apoio do então governador José Richa e do secretário da Cultura, Fernando Ghignone.

Seu primeiro maestro titular foi Alceo Bocchino, ex-aluno de Heitor Villa-Lobos e um dos grandes nomes da música erudita no Brasil. Falecido em 2013, Bocchino é maestro emérito da OSP. Na época da fundação, 61 músicos foram selecionados por meio de um concurso nacional, incluindo Osvaldo Colarusso como maestro adjunto.

Desde então, a OSP tem contado com a direção de outros renomados maestros. Após Bocchino e Colarusso (1985-1998), regeram Roberto Duarte (1998-1999), Jamil Maluf (2000-2002), Alessandro Sangiorgi (2002-2010), Osvaldo Ferreira (2011-2014), Stefan Geiger (2016-2020), e atualmente tem como maestro titular e diretor musical Roberto Tibiriçá, que está à frente da orquestra desde 2022.

Ao longo de quatro décadas, a OSP construiu um vasto repertório com mais de 900 obras catalogadas de aproximadamente 250 compositores, incluindo importantes nomes da música brasileira, como Heitor Villa-Lobos e Camargo Guarnieri, e paranaenses, como Henrique Morozowicz e Augusto Stresser. A Orquestra também teve a honra de trabalhar com mais de 50 maestros convidados e cerca de 200 solistas nacionais e internacionais.

Agência de Notícias do Paraná

Agência Estadual de Notícias do Estado Paraná

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