Orquestra Sinfônica do Paraná lança livro que contempla quatro décadas de trajetória

O Centro Cultural Teatro Guaíra lançará na próxima segunda-feira, dia 13, às 19h30, o livro “Orquestra Sinfônica do Paraná 40 Anos”, que celebra a trajetória da OSP. O lançamento será no foyer do auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão), com entrada gratuita.
A ideia do livro nasceu de um ano de trabalho colaborativo feito a muitas mãos, com edição, pesquisa e entrevistas de Alvaro Collaço, pesquisa e texto final de Joanita Ramos, o projeto gráfico de Adalberto Camargo e revisão de Luciana Clausen.
“O livro vem justamente coroar esses anos todos de glória e êxito, me sinto muito orgulhoso de estar participando deste momento“, diz o maestro titular e diretor musical da OSP, Roberto Tibiriçá.
“A orquestra é um organismo vivo, uma referência de excelência e acesso à cultura no Paraná e no mundo. Trazer nesta obra toda memória dos 40 anos é celebrar a potência transformadora deste corpo artístico fundamental para a nossa cultura”, destaca a secretária de Estado da Cultura Luciana Casagrande Pereira.
“Não foi fácil resumir em um primeiro livro uma trajetória riquíssima, como é a da Orquestra Sinfônica paranaense. Mas cumprir essa tarefa, quando coincidentemente eu também completaria 40 anos de carreira na escrita, a partir de meu primeiro emprego como jornalista, foi para mim uma dupla celebração e uma honra”, comenta a escritora Joanita Ramos.
Ela também disse que uma das coisas que mais lhe chamaram a atenção foi o comprometimento dos músicos, desde o início da formação da orquestra. “O que mais me chamou atenção foi o compromisso democrático que a Orquestra assumiu desde o princípio, e que vem honrando ao longo de quatro décadas. E não é toa que esse compromisso se consolidou, pois, ao abordar as histórias de vida dos músicos que compõem a Orquestra, constatei que vários deles tiveram sua formação em projeto sociais e muitos atuam em trabalhos sociais, multiplicando as oportunidades de crianças e jovens para que tenham acesso à música. Essas atitudes criam uma sinergia que facilita a missão da Orquestra de levar arte por todo o Paraná”, menciona.
Além de todo levantamento de arquivos, de textos de jornais entre outros materiais, foram feitas mais de 90 entrevistas. Alvaro Collaço, que colaborou com a realização de uma parte das entrevistas, considera que o mais fundamental desta obra foi trazer a voz dos músicos que participaram da OSP ao longo de 40 anos. “A gente conseguiu dividir em período histórico antecessor à sinfônica que nasce de um grande movimento dos músicos aqui em Curitiba em relação a música clássica; a parte histórica referente à criação da orquestra como um capítulo à parte, o primeiro concerto realizado e também pautamos o livro na experiência dos maestros”, afirma.
“Falamos de cada naipe de músicos, evidenciando a voz e a narrativa de cada um sobre esta trajetória. Dialogamos muito sobre este projeto e espero que chegue ao público de uma forma bonita, que não só venha a abrilhantar ainda mais a história da Orquestra, mas que reforce o seu papel como patrimônio cultural do Paraná”, comenta.
Adalberto Camargo, responsável pela composição gráfica do livro, ficou satisfeito pela participação neste projeto. “Fazer a direção de arte do livro dos 40 anos da nossa OSP foi prazeroso. Pude trabalhar com farto material fotográfico e histórico, por vezes ate difícil fazer a melhor seleção, com belas fotografias e rico conteúdo, que ficarão registradas nessa obra de registro histórico”, diz.
Mais que um livro, o registro da história dos 40 anos da Orquestra Sinfônica representa um legado. “Mais ainda que um legado, é defender o dever democrático de um Estado em oferecer trabalho e condições dignas para músicos que retribuem ano após ano, com o profundo conhecimento de sua arte. E é um livro para ler, sentir e se emocionar”, diz o diretor artístico do Centro Cultural Teatro Guaíra, Aldice Lopes.
Para Cleverson Cavalheiro, diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, somada aos trabalhos já produzidos, de resgate da história dos 140 anos do Teatro Guaíra e dos 60 anos do Teatro de Comédia do Paraná, a obra é mais uma maneira da gestão em contribuir com a preservação da memória. “Registrar cada momento, cada intenção e atitude faz com que a história não seja apenas memória, mas um registro definitivo e de extrema importância para que as próximas gerações tenham também conhecimento sobre a representatividade da nossa OSP“, diz.
TRAJETÓRIA – Em 2026, a OSP está prestes a completar 41 anos. Criada em 1985, a Orquestra Sinfônica do Paraná chegou a quatro décadas de existência em 2025. Ela surgiu por iniciativa de uma equipe composta por profissionais como Eleni Bettes, Ivo Lessa e Tatiana Aben-Athar, com apoio do então governador José Richa e do secretário da Cultura, Fernando Ghignone.
Seu primeiro maestro titular foi Alceo Bocchino, ex-aluno de Heitor Villa-Lobos e um dos grandes nomes da música erudita no Brasil. Falecido em 2013, Bocchino é maestro emérito da OSP. Na época da fundação, 61 músicos foram selecionados por meio de um concurso nacional, incluindo Osvaldo Colarusso como maestro adjunto.
Desde então, a OSP tem contado com a direção de outros renomados maestros. Após Bocchino e Colarusso (1985-1998), regeram Roberto Duarte (1998-1999), Jamil Maluf (2000-2002), Alessandro Sangiorgi (2002-2010), Osvaldo Ferreira (2011-2014), Stefan Geiger (2016-2020), e atualmente tem como maestro titular e diretor musical Roberto Tibiriçá, que está à frente da orquestra desde 2022.
Ao longo de quatro décadas, a OSP construiu um vasto repertório com mais de 900 obras catalogadas de aproximadamente 250 compositores, incluindo importantes nomes da música brasileira, como Heitor Villa-Lobos e Camargo Guarnieri, e paranaenses, como Henrique Morozowicz e Augusto Stresser. A Orquestra também teve a honra de trabalhar com mais de 50 maestros convidados e cerca de 200 solistas nacionais e internacionais.
A atuação da Orquestra Sinfônica do Paraná transcende os palcos paranaenses, com mais de mil apresentações realizadas dentro e fora do Paraná. A Orquestra participou de montagens de importantes óperas e balés, incluindo O Quebra-Nozes e O Lago dos Cisnes, de Tchaikovsky, Romeu e Julieta, de Prokofiev, além das óperas Carmen, de Bizet, A Viúva Alegre, de Lehar, e La Bohème, de Puccini.
Com uma capacidade notável de transitar entre estilos clássicos, românticos e contemporâneos, a Orquestra Sinfônica do Paraná se coloca como um dos principais conjuntos sinfônicos do País. A Agência Estadual de Notícias fez uma série de reportagens sobre o corpo artístico em 2025. Elas podem ser conferidas AQUI.
Serviço:
Lançamento do Livro “40 anos Orquestra Sinfônica do Paraná”
Data: 13 de abril às 19h30
Local: Foyer do Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão) – Rua Conselheiro Laurindo 175, em frente a Praça Santos Andrade
Entrada gratuita



