Paraguai e Brasil seloem o acordo histórico para o gasoduto bioceânico

ASUNCION, AGÊNCIA IP.- O Paraguai e o Brasil deram um passo histórico em direção à integração de energia da América do Sul, assinando o primeiro memorando de entendimento para o desenvolvimento do gasoduto bioceânico. O acordo foi assinado durante o sexto fórum dos governos subnacionais do corredor bioceânico, realizado na véspera em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, relata o Ministério das Obras Públicas e Comunicações.
Este fórum reuniu líderes do Paraguai, Brasil, Argentina e Chile, que destacaram a importância do corredor bioceânico como um eixo logístico fundamental para o comércio internacional. O evento contou com a presença de autoridades nacionais, subnacionais, representantes do setor privado e organizações multilaterais.
O projeto, promovido do Vice -Ministério das Minas e Energia do Ministério de Obras Públicas e Comunicações, juntamente com o Ministério da Indústria e Comércio de nosso país, permitirá a exportação de gás natural da formação geológica de Vaca Muerta (Argentina) Para o Brasil, atravessar o território paraguai e consolidar um corredor de energia estratégico para a região.
A participação do estado brasileiro de Mato Grosso do Sul, sob a liderança do governador Eduardo Riedel, é essencial, uma vez que sua demanda consolidada por gás natural é essencial para a viabilidade econômica do projeto.
Como parte do acordo, foi estabelecida a criação de um grupo de trabalho binacional que se reunirá semanalmente para coordenar estudos técnicos, definir investimentos e garantir que o gasoduto seja eficientemente integrado ao corredor bioceânico.
Por parte do Brasil, o grupo será coordenado pelo Secretário de Estado para o Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul, e incluirá a diretora de Gás, juntamente com especialistas e consultores técnicos.
Representação nacional
A representação do paraguai será chefiada pelo vice -ministro de Minas e Energia como coordenador, acompanhado pelo diretor de hidrocarbonetos e especialistas técnicos e consultores do Ministério da Indústria e Comércio. O grupo pode expandir ou modificar sua composição através de atos formais de cada coordenação nacional.
Entre os benefícios planejados desta iniciativa incluem a diversificação da matriz energética brasileira, a redução da dependência de gás boliviano, o impulso ao crescimento industrial no Paraguai e no Mato Grosso do Sul; bem como a promoção de investimentos em infraestrutura, a geração de emprego e desenvolvimento econômico e a redução dos custos logísticos.
As próximas etapas incluem a realização de estudos técnicos detalhados para determinar a rota ideal do gasoduto, considerando aspectos técnicos, ambientais e logísticos. A participação de investidores privados e parceiros estratégicos para financiamento de projetos também será solicitada.
A integração energética será complementada com a infraestrutura de desenvolvimento de estradas, ferrovias e portas dentro do corredor bioceânico, posicionando a América do Sul como um bloco estratégico no comércio global de energia. Este acordo marca um marco na cooperação regional e sente as fundações para um futuro de energia mais integrado e sustentável na América do Sul, relata o Ministério de Obras Públicas e Comunicações.



